O meu problema é que eu paro para pensar e vem mil coisas na minha cabeça em um segundo e não dá tempo de anotar ou registrar as idéias, e menos ainda de formular em algo que alguém teria paciência de ler... Para falar a verdade não dá tempo nem deu entender tudo que eu pensei. Eu tenho que parar, focar num assunto e recapitular a idéia. Mas hoje eu estava fazendo mentalmente um apanhado geral da minha vida e por coincidência eu estava na frente do pc \o/
Quando eu comparo a minha mentalidade de uns cinco anos atrás com a de agora, parece que eu amadureci uns quinze anos nesse tempo. Eu estava pensando em como eu cresci, amadureci, evoluí, ou sei lá o que, em vários aspectos, que fico até satisfeita, orgulhosa de mim mesmo. Nossa, VÁRIOS aspectos, né? Como por exemplo, o que? Eeeerh, várias coisas, rsrsrs. Não, falando sério! Em questão social, gente eu era tão alienada, vcs não imaginam como eu melhorei. Tudo bem que até hoje eu não sou de ficar tendo dó das pessoas, mas hoje eu penso nelas, eu tenho consciência da situação de miséria da maioria das pessoas do nosso país. Confesso que não sei o que fazer quanto a isso, queria ajudar, mas admito que não faço nada por elas, e também não tenho opinião formada ainda, mas antes eu era bem pior, rsrs. Aliás, acho que uma boa coisa que eu aprendi foi não dar por encerrado nenhum tema. Com isso acabo não sendo convicta em nada, mas isso me dá possibilidade de escolher em que acreditar, em vez de lutar por uma idéia que eu nem lembro mais porque eu a tive. Outro dia reclamei que ainda não estava pronta para ter uma vida totalmente de adulto, mas no fundo eu sei que se a situação apertar eu me viro. O Pedro vai rir dessa: mas outro dia eu planejei exatamente o que eu faria se acordasse no dia seguinte e não tivesse mais papai nem mamãe, nem titio e nem titia para cuidar de mim e se eu ainda tivesse que cuidar da minha irmãzinha. Pausa para vcs rirem. Agora, voltando... Eu avisei que eu penso demais, não avisei? Super imaginei um jeito de formar e dar educação para minha irmã, gente! Outra coisa que eu reparei é que demoro a conseguir escrever/falar, mas depois que começa não pára. Eu queria ter falado isso de um jeito bem mais rápido, mas nesse aspecto ainda não melhorei não... Mas uma coisa em que melhorei demais e tenho muito orgulho é na questão de preconceito. Ai, graças a Deus, minha mãe sempre me ensinou que ter preconceito é ruim e graças a Deus mais ainda eu acreditei nisso e aprendi rápido. Bom, talvez não tão rápido, mas quebrei vários e vários preconceitos que enfiam na cabeça da gente desde criança e a gente nem percebe mas quando vê já está cheio deles. Raça, orientação sexual, cor, classe social, inteligência, gosto, estilo, turma, etc. Não que antes eu tivesse preconceito em relação a tudo isso. Não tinha se for pensar que eu deixaria de conversar com alguém por qualquer coisa dessas, ou que eu me acharia melhor que alguém baseado nisso. Nunca fui assim, ainda bem, eu acho. Mas no sentido da palavra preconceito, de formar uma opinião a algo ou alguém antes de conhecer de verdade, isso não nego, já tive muito! E até tenho ainda, mas bem menos e a interferência dessas idéias são as mínimas possíveis na minha vida. Eu aprendi que, na vida, não dá para ser radical, não dá para generalizar, ou achar que alguma coisa vai ser sempre válida. Aliás, me dei muito bem com uma coisa chamada meio termo, podem chamar de em cima do muro se quiserem... Eu admito que fico em cima do muro mesmo, mas se às vezes isso me atrapalha a defender meus interesses ou a tomar decisões, por outro permite avaliar melhor cada situação, ajuda a não fechar as portas para as oportunidades, a não assumir partido de nada ou ninguém quando você não sabe o que dizer, ou quando sua opinião seja qual for não será bem vinda por todos, ou quando vc simplesmente não quer se expressar...
OK, não sei se vcs consideram essas coisas vantagens, mas eu acho que comparando com o que eu era antes... ah, enfim sei lá. Mas o problema é que se eu cresci bastante nessas questões, em outras eu continuo tão bobinha... Nossa, eu não sei se é mal de todo nerd que faz computação mas nas relações interpessoais eu sou tão fraca. Geralmente eu não sei puxar papo, eu não sei confortar alguém, não sei ser carismática, não sei deixar as pessoas à vontade, para falar a verdade eu acho que não sei ser legal quando eu quero. Quer dizer, às vezes uns doidos aí me acham legal, mas não é porque eu sou ou fui de fato, só eles que acharam, rsrs. Em questão de relacionamento, então! Eu não sei perceber que gosto de alguém, se gosto não sei demonstrar, se não gosto também não sei dizer isso, isso quando aproximo o suficiente para chegar a essas dúvidas. Por fim, não bastasse isso, eu nunca faço nada em casa e é minha mãe quem prepara meu prato de comida até hoje...
Mas outro dia eu estava pensando, que eu me arrependo de não ter aprendido cálculo direito. Na verdade, é mais do que isso, eu me sinto em falta com a matemática. Até o ensino fundamental era a minha matéria preferida, depois tive um trauma com ela no primeiro ano do ensino médio e depois disso nunca mais foi a mesma coisa mas ainda gostava. Só que na faculdade assumiu o posto de matéria mais chata :/ Está errado isso, eu respeito muito a matemática, eu queria retomar meu gosto por ela. Eu acho que vou mudar de idéia gente, em vez de fazer arquitetura ou direito depois que eu formar, acho que vou fazer matemática. Para ser sincera, eu acho que não vou ter tempo para fazer outra faculdade, já que antes eu vou querer fazer mestrado e doutorado, trabalhar, morar fora e isso para não falar em casar e ter filhos.
Pronto, agora já chega, já estou falando demais, que horror! Se eu tivesse falando desse jeito ao vivo com alguém, iam achar que eu estou bêbada. Nem estou, lógico, mas deu #aloka hj, rsrsrsrs
A foto do bebê!!!!! kkkkk que fofura
ResponderExcluirEntão, dois pontos que gostaria de comentar.
1)Sobre preconceitos, todo mundo tem mesmo... Acho que não existe ninguém que não tenha, né? É meio que um costume geral do ser humano mesmo. Costume de julgar a a outra pessoa antes de conhece-la bem, só por que ela aparenta ser diferente de você. É por que é muito dificil lidar com as diferenças/igualdades mesmo. Eh muito confuso, nós somos iguais e diferentes ao mesmo tempo, e isso não é fácil de assimilar.
2)Pois é, eu não considero mta vantagem ficar em cima do muro! Aliás, falei isso com a Tamires ontem, muito até, e ela vai ler esse post seu e vai se sentir confortável de novo por estar em dúvida eterna. Eu falei com ela ontem: seria ideal se a gente conseguisse ficar em cima do muro o tempo todo, constantemente em duvida, mas isso só se conseguíssemos CONVIVER com a dúvida bem, ignorá-la, não ficar pensando nela. Se vc conseguir isso, ótimo. Mas se vc ficar pensando na dúvida, ficar analisando os mil lados da questão o tempo todo, sem decidir nada, desgastando seu cerébro, seu emocional... Eu acho que isso é um prejuizo psicológico. Acho que isso reflete em outras questões pra vida inteira (a incapacidade de tomar decisões e arcar com as consequencias). O problema da dúvida é que ela te faz enxergar, o tempo todo, pontos positivos e negativos em todos os lados. Mas acontece que é preciso fazer uma escolha, é preciso escolher um lado (na minha opinião). E arcar com as consequencias dessa escolha. Eu acho que temos q escolher sim, mesmo sabendo que aquela escolha tem coisa boa e coisa ruim. Isso também evita o sofrimento por antecipação. Pensar demais significa cogitar mil fatos que poderão acontecer ou não dependendo da sua escolha... E se vc simplesmente escolher, as vezes aqueles fatos que vc perdeu tempo cogitando, não acontecem, pois o futuro é muito imprevisível. Acho que devemos estar sim preparados para o imprevisível (como? com tranquilidade, equilibrio, sempre dando valor pra coisas que temos AGORA, pois não sabemos se iremos perdê-las amanhã). Acho que é a única coisa que está a nosso alcance, que podemos controlar: o nosso presente. Nem isso se bobear, por que o futuro acontece o tempo todo né? Mas é apenas um exemplo isso. Por isso acho importante tomar uma decisão e evitar sofrimento antecipado. Viver um dia de cada vez. Preocupar com hoje, apenas. Não to falando pra não ter objetivos. Acho muito importante uma pessoa ter objetivos de vida. Metas. Isso é o que motivará a pessoa a viver e a correr atrás do que ela deseja. Mas a gente tem que aproveitar o dia a dia, sempre, pois repito: é a única coisa que temos! Planejamos o futuro baseado na probabilidade dele acontecer, nunca na certeza. E sabemos, como todos sabem, que não vai ser do jeito que imaginamos. Vai ser totalmente diferente. Vai ser inimaginável. Daqui a dez anos vc vai pensar "gente, há dez anos atrás eu não imaginava que estaria aqui, assim, dessa forma, desse jeito". Por isso, pra mim, vantagem é analisar sim com calma as possibilidades... mas escolher algo, sempre.
ResponderExcluirIsso também é muito relativo. Por que algo que para mim pareça simples de resolver, para você não é, e vice e versa. Mas acho que é pra isso que existe a troca. Quando eu estiver em duvida, pensando demais, você vai virar pra mim e falar "para com isso, é simples, faça isso ou aquilo - mas faça". Pensar demais e não resolver nada é reflexo do interior, é atestar nossa incapacidade de resolver nossos problemas psiquicos que não fazemos a MENOR IDEIA de quais sejam.
Eu gosto de Cálculo, mas aprendi matemática no cursinho, com um professor chamado Alisson. Nunca aprendi matemática no ensino médio, meus professores eram uma bosta. Acho que matemática depende mto do professor mesmo. Tem que ter mto a manha de moldar essa linguagem de uma forma que entre na nossa cabeça, e fique lá. E o único que conseguiu fazer isso foi esse meu professor.
Meu comentário ficou do tamanho de um post. Só não posto lá no meu blog prq costumo ser mais sucinto... Eu ia resumir isso tudo lá no meu blog com uma frase, muito conhecida....
"Não são suas qualidades ou defeitos que dizem quem vc realmente é, e sim suas escolhas".
Então faça escolhas! Por que o que vc pensa, o que vc acha, o que vc cogita - isso ninguém sabe nem nunca vai saber. Seja decidida e firme. E aguente o peso das suas escolhas, sempre! Essa é o estilo de vida que gostaria de tentar seguir, embora sei que seja difícil pra qualquer um!
Bjo!!!!
Ah quando eu falei de ficar em cima do muro eu nao tava falando da minha própria vida, tava falando em relacao aos outros mesmo. Uma coisa q aprendi é ficar de bico calado e nao da sua opiniao em varios caso eh o melhor a fazer. Porque a gente tem mania de querer ajudar a pessoa a escolher algo mas no fundo o q ela for fazer ela nao vai fazer porque vc falou akilo, ela vai fazer o q quer. Então perde o sentido vc ficar se expondo, argumentando, precupando mesmo nesse caso.
ResponderExcluirE no sentido q vc falou concordo mto q tem decidir logo e assumir as consequencias. Mas acho q devemos gastar todo o tempo disponivel para tomar essa decisao. Ate porque, geralmente, uma vez tomada, nao tem mais volta. Entao é melhor vc usar todo o tempo que tem pra isso... Se bem que em alguns casos a gente acaba trocando pra uma coisa pior, entao nem sei... Esse é outro exemplo de meio termo q eu falei... tipo, eu nao sei o q é melhor, ainda nao decidi. Hj vc me convenceu de uma coisa, mas amanha outra pessoa pode me convencer de outra. Eu não preciso fechar essa questão e ser rígida quanto a isso. Eu posso estar sempre aberta a receber novas idéias ;) Acho isso bom sim...
Vlw pelos comments ^^
bjosss
A primeira coisa que pensei quando vi o título do post foi: que bonitinho! Depois, meu lado Sirius como diz o Pedro, e o lado eu mesmo, que teoriza tudo, pensou: por que alheia? Se o que diz respeito à Cynthia me afetam tanto quanto as minhas coisas? Aí pensei q era viagem demais e resolvi ler o post "calada".
ResponderExcluirMas realmente você evoluiu muito mesmo. E é engraçado porque eu acho que tive parcela nisso, mas graças à sua posição convicta em cima do muro, meu lado radical vermelho socialista conservador (como se tais coisas combinassem) se envergonha e se desenfurece, percebendo a realidade com muito mais facilidade que mostraria meu lado azul anárquico-liberal. Achei engraçado vc planejando sua vida com sua irmã sem mais ninguém. Muito forçado pq vc tem mil pessoas pra te ajudar (isso falando só dos parentes), mas é importante vc se perceber capaz, senhora de si, tomadora de decisões. E eu te acho legal, mas não vem me chamar de doida. rsssss. Sua dependência da sua mãe é algo que os psicólogos podem achar bem interessante de estudar, mas, por outro lado, é tão bonita a cumplicidade de vocês que não vejo como um problema. Talvez depender dos outros sem se sentir diminuído por isso seja a grande evolução da razão humana.
Concordo que fazer outra faculdade é uma coisa difícil de se concretizar. Mas sei lá, acho q o tempo que veríamos televisão à noite é suficiente pra isso. Pode ser um hobby. Mas matemática? OMG. Eu amo a matemática...tbm queria e quero sabê-la. A física também é impressionante. Mas eu me decepcionei com a matemática. Não com ela, em si, no mundo dela. Mas é isso. A matemática criou um mundo só dela para se explicar. E quando se mistura ao nosso, abstrai tanto as coisas, que fica difícil conseguir usá-la sem se extressar. Lembra do infinito menos um? Eu ainda estou do lado desse que tiraram, e não sei se quero realmente aprender a ignorá-lo. Só pra passar na Anpec, é claro, que meu mestrado depende de eu saber Econometria! rssss
Quanto aos seus problemas de relacionamento. Acho isso tão normal! Talvez seja um problema, e com certeza cada um mostra pros outros esse problema de um jeito. Mas é miseravelmente comum e intrínseco à existência humana.
Por fim, foi um ótimo post! É bom se abrir assim, eu pelo menos gosto! rssss. E espero sempre poder ser alguém em qm confiem contar essas coisas e ouvir minha opinião qto a elas!
E quanto ao que o Pedro falou, acho o tempo de maturação das idéias essencial. Talvez sofrer (em certo sentido) seja inevitável, e não se arrepender o essencial. Não podemos perder as oportunidades, mas é preciso saber quando aproveitá-las!
ResponderExcluirAcho que o post foi tão pessoal, que só vcs mesmo para arriscar a palpitar, rsrsrs ^^
ResponderExcluirEu gostei do comment da tami porque ela comentou de tudo... O pedro chato ignorou umas coisas, aliás vc ignorou metade do e-mail q te mandei ontem, Pedro. Achei flop, rsrsrs.
Sofro com seu lado socialista conservador, vc vai ter q resolver isso, uma coisa não convive com a outra não, hehehe.
Mas o que eu quero dizer qndo digo que gosto de ficar em cima do muro explica Raul:
"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Não sinto necessidade nenhum de formar todas as minhas opiniões e daqui a dez anos, ou mais, ou menos, elas ficarem velhas e incoerentes com o que eu estiver sentindo no momento. Acho que a tami percebeu isso melhor, mas tb o pedro já tinha comentado e eu comentado respondendo...
Mas sabe, de tanto me encherem a cabeça eu cheguei a ficar preocupada com a minha "dependência" com minha mãe, só que eu resolvi não ligar para isso. Não é realmente uma dependência como se eu não soubesse fazer as coisas ou como se não fosse fazer caso ela não faça. Ela simplesmente faz, e eu simplesmente gosto e quando eu não tiver isso mais vou sentir falta, mas não acho que isso seja motivo para acabar com tudo e antecipar o dia em que vou ter que arcar com isso.
Quanto a outra facul, eu realmente toh achando dificil ter tempo, mesmo como hobby. E realmente coloquei matemática como opção, mas até lá tanta coisa pode acontecer, né? Pode ser que eu acabe fazendo outra coisa mais nada a ver ainda :P
Valeu por concordar que eu evoluí, rsrsrs. Claro q vc teve parte nisso, todo mundo tem... E vcs, amigos, tem mais ainda ;)
É normal sim, mas cansei deles, quero virar a fita, reclamar de outras coisas, sei lá.
Vlw pelos comments
bjosss
Eu ignorei o resto por que não tive nada interessante para comentar! Quanto à dependência da sua mãe eu não posso falar muita coisa (dependência emocional), mas concordo sim que você devia começar a fazer as coisas por conta própria e sem dar um pouco de satisfação. Faz parte da construção da sua liberdade individual, que considero muito importante.
ResponderExcluirQuanto à fazer outra faculdade, não sei se posso palpitar sobre isso. Ainda to procurando uma que me agrade de fato.
Não apoio a formação de opiniões irredutíveis e imutáveis. Eu rezo todo dia pra eu ter a serenidade de me policiar quando eu for um homem idoso, pra estar sempre disposto a aceitar as coisas novas e tentar entender, pra não me tornar um velho conservador. E acho que sempre pode-se estar aberto sim! Quando disse sobre "escolher" eu disse apenas sobre "agir". Deve-se pensar a respeito, analisar possibilidades, consequencias... e agir! Perder apenas o tempo necessário para que aquilo não comece a consumí-la por dentro e se transforne em um tipo de frustração interior por não ser capaz de escolher. Isso acontece, really. É sintomático! Costumo ter. Me sinto frustrado quando não consigo me decidir.
Bjo.
Agora que reparei, seu blog tem um template personalizado bonitinho!!!!!!!!!! T_T
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